A Vida dos Outros

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Há uma semana celebrámos o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim. Hoje vi "A Vida dos Outros" (Das Leben der Anderen, 2006), a primeira longa-metragem de Florian Henckel von Donnersmarck. Um relato da opressão de uma ditadura extinta, mas ainda tão recente que dificilmente deixará quem o vir indiferente.

The Remains of the Day

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Mr. Stevens: Didn't you say you were leaving, because of the German girls?

Miss Kenton: I'm not leaving. I have nowhere to go. I have no family. I am a coward.

Mr. Stevens: Nah... No.

Miss Kenton: Yes I am a coward. I'm frightened to be leaving and that's the truth. All I see out there in the world is loneliness and it frightens me. That's all my high principals are worth, Mr. Stevens. I'm ashamed of myself.

The Remains of the Day (1993), de James Ivory (a partir de romance homónimo de Kazuo Ishiguro).

Anatomias de um caso

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No dia 6 de Novembro o país ficou a saber, pelo Correio da Manhã, que as empresas de comunicação social de Joaquim Oliveira estavam a enfrentar graves problemas financeiros, ou melhor, estavam em falência técnica. Houve declarações a negar a veracidade da notícia e a acusar o Correio da Manhã de jogo sujo.

Depois de sabermos o enquadramento, eis que na edição do Sol da semana seguinte soubemos que do conteúdo de algumas das conversas entre José Sócrates e Armando Vara, que no primeiro semestre deste ano terão abordado a questão das dificuldades financeiras das empresas de Joaquim Oliveira.

W. H. Auden

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Estava hoje a rever o "Four Weddings and a Funeral" e voltei-me a surpreender com este poema de W. H. Auden.

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.

Mike Mills, o próprio

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O realizador Mike Mills, em entrevista.





20 Após o Fim do Sonho

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Fotografia do site Gulag History.

A 9 de Novembro de 1989 caiu o muro de Berlim. Eu tinha um ano e nove meses. Para mim e para os da minha geração, uma Europa e um mundo divididos em dois é uma realidade inconcebível e tão distante quanto é falar-se das Invasões Francesas: é algo que se conhece apenas pelos livros da escola.

Cresci numa Europa onde era já inconcebível pensar que qualquer solução totalitária de Estado pudesse funcionar, em que se defendesse esse igualitarismo entre os homens tão redutor da sua Humanidade e potencial realizador. Perceber como foi possível em 1989 ainda existir algures essa utopia - quanto mais não fosse no discurso político oficial - é algo que ainda não consegui. Tudo isso está ainda mais distante de mim que os tempos de opressão do Estado Novo (que também só terminaram à 35 anos).


Vendo bem as coisas, as semelhanças entre 24 de Abril de 1974 e 9 de Novembro de 1989 são muitas. Como são muitas também as semelhanças entre ditaduras, qualquer que seja o lado ideológico em que se situem. Mas isso parece tudo demasiado longe para ser possível. E é quando passamos a encarar os acontecimentos do passado como sendo impossíveis que o risco de tornarem a acontecer aumenta perigosamente. São muitos os desafios que as democracias do nosso mundo enfrentam. Muitos e difíceis. Todos os dias nos chegam notícias de podres destes regimes. Parecendo que não, foi mais ou menos assim que a I República caiu, foi assim que caiu a República da China de Chiang Kai-shek, foi assim que aconteceu a Revolução de Outubro na Rússia. Só que, desta vez, o perigo não será de fascismos nem de comunismos, mas de outros regimes mais sofisticados, adaptados aos tempos que vivemos.

No fundo, a História repete-se. E na ausência de um fim inexorável para a mesma, a única certeza que podemos ter é que serão novos os caminhos a trilhar, na defesa dos valores em que acreditamos.

Air - All I Need

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Estou fascinado pelo trabalho do realizador deste vídeo (e deste já aqui publicado). Senhoras e senhores, All I Need, dos Air, por Mike Mills.




Back to the USSR

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As palavras de outros

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Chegou-me estes dias por e-mail um artigo de Florentino Cardoso publicado na última edição do jornal Povo de Guimarães. Trata-se de uma análise pessoal muito interessante sobre o PSD em Guimarães, que aqui também publico. É só clicar na imagem abaixo para abrir.


Time to come clean

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PSD e o Futuro

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Há uma discussão por aí sobre o rumo do PSD. Com a derrota nas legislativas de Manuela Ferreira Leite e a exigência de umas Salomés para que a sua cabeça fosse de imediato servida numa bandeja. Só que começa a ser demasiado evidente que o problema não são as lideranças, que há algo mais profundo no partido que leva a que os líderes sejam devorados ao ritmo a que temos assistido. Na ausência de uma solução quase providencial, daquelas de que o país sempre gostou, vai-se discutindo o possível.

Aqueles que afirmam querer ir mais longe no debate que o simples nome para a presidência afirmam ser necessária uma "redefinição ideológica". Acho isso um meio disparate. Meio porque é de facto necessário ao PSD decidir o que pensa sobre algumas matérias essenciais, para que não se mude de opinião a cada seis meses, ou a cada mudança de liderança. Mas, apesar de tudo, um disparate porque o PSD nunca teve consistência ideológica. A famosa "social-democracia à portuguesa" chegava para os discursos mas nunca convenceu ninguém enquanto base ideológica para coisa alguma. Se em 34 anos de existência nunca se conseguiu afirmar com segurança qual é o campo em que o partido está, não será agora, a caminhar para quarentão, que o fará. (Será que a andropausa chegou cedo demais ao partido?)

A verdade é que as únicas alturas em que penso ter existido alguma união no partido foi quando este teve uma liderança forte, que valesse por si e que fosse superior a qualquer quadro de ideias. Foi o que sucedeu com Sá Carneiro (com os seus constantes jogos de cintura para posicionar o PSD onde pensava ser melhor para o país) e com Cavaco e a vitória do pragmatismo sobre qualquer outro ismo. Estando o partido sem ninguém disponível com a dimensão destes dois homens, vai-se vivendo como se pode.

Mas a questão, a meu ver, vai mais longe. Será que o PSD é hoje ainda um partido, ou será que estas constantes guerras fratricidas fizeram nascer dois blocos distintos dentro dele? Um de cariz mais populista (e ser populista não tem mal nenhum) e outro mais conservador? Estes dois lados da mesma barricada têm conseguido sobreviver juntos ao longo dos anos, mas o ambiente está-se a tornar insuportável. Abundam exemplos de gente que, embora partilhando a cor do cartão, não se consegue ver nem pintada, e juntar diferentes sensibilidades num mesmo espaço pode ser um exercício perigoso. E, se assim é, o que fazer para resolver esta disputa? Não sei.

Em suma, o PSD está como sempre foi, um retrato muito próximo do que é Portugal. E enquanto o país não tiver um rumo, o partido dificilmente terá um. Só que, desde 1974, poucas foram as vezes em que não foi o próprio PSD a dar um rumo a Portugal quando este precisava...

Novidades Culturais

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Neste fim-de-semana que passou o CCVF recebeu uma visita de peso, uma encantadora menina islandesa. Infelizmente não pude ir ver, mas julgo que foi um óptimo espectáculo. E vem aí uma excelente edição do Guimarães Jazz.

Veio ontem com o Público a Agenda da Casa da Música para 2010. Ora aqui está um projecto de sucesso internacional. A cada ano que passa, a CdM procura novos desafios, que tem insistido em ganhar. A oferta é para todos os gostos, do jazz à música electrónica, passando, claro, pelas diversas vertentes da música erudita (falta naturalmente a ópera, um tipo de espectáculos para o qual a Casa não foi pensada). Provavelmente, o concerto do ano será a 2 de Dezembro, quando András Schiff vier partilhar a sua interpretação das Variações Goldberg de Bach. Este ano, o país-tema é a Áustria, o que oferece um número quase infinito de possibilidades para explorar a nível da programação.

Eles andam aí...

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Da economia americana

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Durante os anos de Bush filho à frente dos destinos do seu país, houve uma tentativa para, nesta era da globalização, os EUA especializarem-se num novo produto para exportação, no qual tivessem uma verdadeira vantagem comparativa. Pelos vistos, terão de procurar um sector diferente, dado que nos mercados em que o produto se encontra a ser testado há uma clara rejeição por parte do nicho de mercado que pretendia atingir. A democracia já se exporta como outrora...

Blonde Redhead

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Blonde Redhead - The Dress

Este trio norte-americano surpreendeu-me há uns meses quando conheci a sua música. Agora, descubro os seus videoclips, dos mais originais que vi nos últimos tempos.

Otto - Bob

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Ela é do tempo do Bob, lá do Pina de Copacabana.



Já sentia falta de postar vídeos de música.

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Nos últimos meses dois amigos meus criaram dois blogues.

A Dream of Mirrors, onde o João Zamith nos mostra o que ouve, o que lê, o que pensa. Sigo atentamente.

O João Na China é um projecto do vimaranense João Carlos Ribeiro, também da minha idade, que há um mês fez as malas e partiu por um período de dois anos para Tianjin, para lá fazer o mestrado. Uma visão de um mundo diferente, a dar-nos uns ares do que será o futuro do mundo.

Que Europa?

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Primeira parte do quarto andamento da Nona Sinfonia de Beethoven,
interpretada pela Orquestra Filarmónica de Berlim dirigida por Herbert von Karajan. Aqui, a segunda parte.


Em Portugal há um preocupante sentimento de distância face ao modo como somos governados, pela política. Este desinteresse dos cidadãos pela coisa pública é ainda maior quando falamos da União Europeia. Olham para esta comunidade como uma realidade longínqua. Afinal, ainda demora duas horas a chegar de avião a Bruxelas!

Todas as conquistas do passado, todos os benefícios que nos trouxe a entrada na União, foram insuficientes para mudar este sentimento. Nem o espaço Schengen, nem os incontáveis milhões de fundos nem o euro nos fizeram mudar. E não se deve isto à falta de vontade dos políticos em mostrarem o seu trabalho. Sobejam exemplos de eurodeputados que tentam por todos os meios divulgar o que estão a fazer, as propostas, os relatórios, as declarações. Carlos Coelho é disto um bom exemplo. Durão Barroso é também um exemplo de alguém que não se poupa a esforços para mostrar o que faz, por toda a Europa. Até José Sócrates, no seu estilo particular, se desdobra para mostrar o que a UE faz.

É certo que a própria União (um estranho conjunto de 27 países e de 500 milhões de pessoas que pouco mais partilham além da geografia) se fechou num pesado emaranhado burocrático que faz lembrar, a quem já tentou perceber o seu funcionamento, “O Processo” de Kafka.

Em Portugal acresce a isto a ausência de uma postura crítica sobre o nosso papel na UE ou o seu rumo por parte dos partidos do chamado “arco de Governo” (PS, PSD e CDS), que assumem uma espécie de pacto do regime nesta matéria. Não há discussão política séria nesta matéria fora do europeísmo bem-pensante de Bruxelas.

Isto leva a que se tenha demonizado os irlandeses por dizerem não ao Tratado de Lisboa ou o Presidente da República Checa Vaclav Klaus por estar a atrasar a sua ratificação. Não interessam as razões de cada um, a análise que por aqui se vê fica-se pelos actos incompreensíveis e com consequências desastrosas para todos. Depois não se estranha que o mesmo Klaus venha dizer que “já não é possível travar o tratado, nem fazer marcha atrás, mesmo se alguns de nós o desejássemos”.

É preciso Portugal pensar seriamente que rumo deseja para a Europa. A União está a atingir o limite do crescimento nos parâmetros até agora definidos. Muitos sonham novas fronteiras, já bem entradas na Ásia e na África. Muitos outros são favoráveis a uma política de defesa comum, acabando com uma das poucas matérias em que ainda restam de soberania nacional aos Estados Membros.

Eu não sei ainda que rumo quero para a Europa. Só sei que não quero que as coisas se façam assim; não é esta a democracia nem o futuro que nos foram prometidos.

De cara lavada

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E nada como uma mudança de ares no início de uma nova etapa! Durante os próximos dias irei alterar o aspecto do Mater Matuta.

Reabertura de Portas

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O postigo de S. Paio, próximo do Largo Condessa do Juncal. Fotografia da Sociedade Martins Sarmento.

Após três meses de ausência, reato a escrita neste blogue. Foram as férias, o Colina Sagrada e as Autárquicas que me deixaram indisponível e, de certa forma, indisposto para continuar a alimentar este espaço. Mas a verdade é que já ia tendo saudades. O Colina Sagrada tem um formato muito próprio, que não deixa espaço para divagações que aqui fazia, e que sinto falta de partilhar.

Vou continuar aqui como sempre. Não sou imparcial, o que aqui transmito é a minha visão do que quero e como quero. Quem aqui se sentir bem, seja bem-vindo. A deusa da manhã, que gosto de saber a embalar-me o sono, certamente que agradece.

Votar em liberdade de consciência

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Um grupo de católicos de vários quadrantes políticos escreveu uma carta aberta aos vários partidos que se apresentarão a votos nas próximas eleições legislativas. O objectivo é pedir-lhes que esclareçam claramente qual a sua posição sobre diversas questões da actualidade, desde o respeito aos Direitos do Homem ao combate à corrupção, passando pelo direito ao trabalho e protecção aos desempregados bem como, inevitavelmente, políticas de defesa (ou não) da família e da vida.

Bagão Félix, Manuel Braga da Cruz, Matilde Sousa Franco, João César das Neves e Gentil Martins estão entre os subscritores.




Dia da Língua Portuguesa

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Agora que se decretou o dia 5 de Maio como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura, deixou de haver talvez a mais forte justificação para que as comemorações de Portugal não passassem para dia 24 de Junho.

Boas notícias!

A comunicação na CEC

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Guimarães 2012 tem um orçamento de cerca de 8 milhões de euros para a comunicação e publicidade do evento. É muito dinheiro, ainda que seja uma percentagem que me parece adequada. Ao que me disseram, haverá um concurso internacional para decidir a quem caberá tratar do assunto.

Não passei pelo CCVF ontem, na apresentação do projecto, mas segundo me disseram o aparato foi imenso. O objectivo seria conseguir impacto nos convidados, o que foi conseguido. A comunicação esteve a cargo da F5C, First Consulting Group. Trata-se de uma empresa recente, com exactamente dois anos de existência mas com um interessante trabalho. Segundo a Meios & Publicidade é, a par da LPM, a principal agência de comunicação a trabalhar com o PS/Governo. À frente desta empresa está João Tocha, um reconhecido profissional do meio. Segundo consta, a empresa já está no terreno, isto é, por aqui/aí, a monitorizar, acompanhar, medir e assessorar.

Será interessante ver como acaba esta questão da comunicação.

A apresentação

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Pelo que leio dos artigos do Samuel Silva sobre a apresentação do projecto da Capital Europeia da Cultura, o evento foi um sucesso (1, 2 e 3). Que assim seja a concretização. Aguardamos por mais novidades.

Fico contente que assim seja. Agora, ao trabalho, que o tempo urge.

The road not taken

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Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I -
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost

Música de quando Julho era sinónimo de férias

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Lembro-me que num dos últimos anos em que Julho era, todo o mês, para mim sinónimo de férias e de praia, esta música estar na onda. Aqui fica, a recordação...

A ler

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Caritas in Veritate
, carta encíclica de Bento XVI de 29 de Junho de 2009. Pelo que já li e ouvi sobre o documento, é extremamente oportuno. Quando terminar a leitura escreverei mais qualquer coisa.

Colina Sagrada: Um funeral?

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Mas será que está tudo louco? Um grupo de comunicação social de Guimarães (aquele que tem o monopólio da rádio, jornais, sites informativos e ainda uma revista cor-de-rosa e uma agência de comunicação) está a sortear um funeral. O feliz contemplado com o cupão vencedor (para ter o cupão basta adquirir a edição desta semana de um dos jornais do grupo) terá direito a um serviço fúnebre completo (falta esclarecer se com campa incluída), que deverá reclamar até ao 90º dia após o sorteio.

Será que se acabaram as boas ideias? O que é que o grupo Santiago ganha com isto a não ser má publicidade e uma imagem claramente degradada?

Posta em género de twit

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2012 será o ano em que Guimarães vai ser Capital Europeia da Cultura ou o ano de jubileu de António Magalhães?

Colina Sagrada: O desinvestimento no Norte I

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Há duas semanas, a queixa apresentada pelo Presidente da Câmara do Porto pelo uso indevido de verbas do QREN para investimentos na região de Lisboa foi notícia nos principais órgãos de comunicação social do país. No entanto, não vi nenhum deles a investigar aquilo que Rui Rio disse e a ver se há outros possíveis abusos.

O QREN destina-se a financiar investimentos estratégicos para o futuro do país, dividido nas suas diversas regiões. Por investimentos estratégicos entendem-se os vários sectores identificados nos relatórios, sobretudo centrados na promoção da competitividade, na valorização do potencial humano e na valorização do território. Este programa da União Europeia pretende abranger o período de 2007 a 2013, pelo que é de espantar as baixíssimas taxas de execução do mesmo quando vamos quase a meio do período a que se reporta.

Em seguida mostro dois quadros retirados do Programa Operacional para a Região Norte 2007-2013 (clicar para ampliar).



Artigo publicado no Colina Sagrada.

... Ficam enterrados na areia

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Só mais uns dias!!!!


Namoros de praia...

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Está-me a fazer falta a praia. Só mais uns dias...


Politicamente incorrecto

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Porque os dias estão mais para tristezas que para alegrias, e ter de estudar para exames com este calor é chato, mais uma música para animar a malta. Na semana em que morreu Michael Jackson, trago um negro mais branco que o falecido. A cor de pele deste é de nascença. E este é mesmo de linhagem real, embora nunca tenha sido coroado, como o outro.

Senhoras e senhores, directamente do Mali, e via Paris, Salif Keita!